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QUEM QUER VIVER PARA SEMPRE?

Daniel Mendes Filho, Patrícia de Carvalho Ribeiro, Rodrigo R Resende, Ricardo Cambraia Parreira

Edição Vol. 5, N. 12, 24 de Dezembro de 2018

DOI: http://dx.doi.org/10.15729/nanocellnews.2018.12.24.001

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Fonte: https://br.pinterest.com/pin/806918458208126715/

        O apego à vida é algo inerente a tudo aquilo que está vivo. Das mais simples bactérias até um complexo ser humano, o funcionamento de qualquer organismo procura sempre preservar a vida desse organismo e prolongá-la ao máximo. No caso de alguns microorganismos, o prolongamento da vida consiste no deslocamento em direção a um local com mais alimento ou luz. O homem, por sua vez, sofisticou essa busca pela imortalidade ao longo da história passando da busca por um elixir mágico ou da pedra filosofal para métodos científicos – onde se inclui a medicina regenerativa a qual abrange o uso de células tronco, por exemplo (para saber mais leia http://www.nanocell.org.br/celulas-tronco-uma-esperanca-para-a-vida-eterna/ e http://www.nanocell.org.br/celulas-tronco-para-o-tratamento-da-doenca-de-parkinson/). Mas no fim das contas, até que idade um ser humano pode viver?

        O envelhecimento humano, do ponto de vista fisiológico, é um processo lento que se inicia após a puberdade, logo que entramos na idade adulta. Esse processo se caracteriza por um declínio funcional de diversas células e órgãos do nosso corpo o que gera um prejuízo na homeostasia – capacidade do organismo de manter o equilíbrio interno diante de desafios do ambiente externo como mudança de temperatura, jejum e infecções. Além disso, há uma perda progressiva das reservas funcionais, ou seja, com o envelhecimento há menor capacidade de regeneração de tecidos danificados e substituição células perdidas. Consequentemente, pessoas idosas costumam ser mais intolerantes ao frio, suscetíveis a doenças e ter a pele mais frágil, por exemplo. Esses fenômenos explicam, também, por que perdemos massa muscular, óssea e a acuidade visual com o passar dos anos (pode se preparar para usar óculos, caso ainda não use ). Claramente esse processo tende a limitar nossa vida e nos impedir de sermos imortais. Entretanto, o envelhecimento é heterogêneo e individual (nenhuma pessoa envelhece da mesma forma que a outra). Logo, até que idade podemos viver, apesar dos pesares, ainda tem sido um mistério.

        Elisabetta Barbi, Kenneth W. Wachter e colegas publicaram um trabalho científico com resultados animadores quanto a expectativa de vida máxima de um ser humano. Analisando o risco de morte anual de 3 836 italianos nascidos entre 1896 e 1910, os cientistas observaram que ele diminui e se estabiliza com o passar do tempo. Mas o que isso significa? Durante a idade adulta o risco de morte dobra a cada ano. No caso dos supercentenários (com mais de cem anos de idade), porém, isso não acontece. Isso significa que essas pessoas com 105 anos ou mais têm menos chance de morrer num determinado ano que uma pessoa de 30 ou 50 anos, por exemplo. Curioso, não? Esse trabalho sugere, portanto, que o limite máximo de idade que alguém pode chegar pode ser mais do que os 115 anos que alguns cientistas deduziram. Todavia, deve-se destacar que a pesquisa foi feita em uma determinada população de um país europeu que tem condições de vida melhores que as do Brasil – um dia chegamos lá – e que certamente recebem cuidados médicos adequados.

REFERÊNCIAS

Barbi, E. Lagona, F., Marsili, M. et al. The plateau of human mortality: Demography of longevity pioneers. Science. 2018 Jun 29;360(6396):1459-1461. doi: 10.1126/science.aat3119.

Risk of Dying Levels Off in Super Old Age: Study. Disponível em: < https://www.the-scientist.com/news-opinion/risk-of-dying-levels-off-in-super-old-age–study-64421>.

ALMADA FILHO, Clineu de Melo; CENDOROGLO, Maysa Seabra. Fisiologia do Envelhecimento Humano. In: AIRES, Margarida de Mello. Fisiologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2012. p.1270-1279.

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