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English title: BABY BLUES AND POSTPARTUM DEPRESSION EXPRESSIONS

MEMBROS DO GT[2]: PIRES, Alexandra Alves; QUEIROZ, Lara Virginia Souza; MARQUES, Maria Antonia Ferreira

PESSOA, Marcelo[3]Descrição: ORCID iD icon https://orcid.org/0000-0002-9193-4604

  1. Produção científica redigida e publicada na tipologia textual “Resumo Expandido / Artigo Completo – segundo a norma de cada periódico a que se vincular”. Orientação e Publicação realizadas durante a regência da Disciplina de Língua Portuguesa (2022).
  2. Grupo de Trabalho: Discentes do Curso de Bacharelado em Administração, UEMG, Unidade Frutal.
  3. Bolsista de Produtividade Científica – Chamada 01/2021 – Programa de Bolsas de Produtividade em Pesquisa – PQ / UEMG. Texto produzido como resultado de orientação de discentes e estudos para a regência de disciplinas de Graduação, na Universidade do Estado de Minas Gerais – Unidade Frutal.

Edição Vol. 9, N. 4, 29 de Abril de 2022

Fonte: https://i.ytimg.com/vi/yShvjmsX9ps/maxresdefault.jpg

RESUMO: A depressão pós-parto (ou baby blues, no ingl. coloquial) acomete mulheres que acabaram dar à luz um feto. Desse evento, gera-se um desconforto emocional que, por medo ou por culpa, se institui entre a parturiente e criança uma relação de conflito que pode cuminar com a eliminação do recém-nascido. Como metodologia deste estuddo, fizemos uma busca de publicações sobre o assunto, em acervos físicos e digitais para, assim, obter informações diante de um mal que está tão presente no cotidiano de milhares de mulheres. O objetivo de nosso trabalho é esclarecer informações sobre esta doença que acomete as mulheres de todo o mundo e, desse modo, trazer ao debate informações sobre tratamentos e diagnósticos. Justifica a realização deste trabalho a necessidade de se construir um acervo de informações capaz de ajudar as mulheres nesse momento delicado de sua existência. Como resultado parcial da pesquisa, vimos que, para algumas mulheres que já passaram por essa fase depressiva, o quadro de saúde físcia e mental tende a evoluir para outras doenças, com duração prevista para o longo da vida.

PALAVRAS-CHAVE: Depressão pós-parto, mulheres, família

ABSTRACT: Postpartum depression (or baby blues, in English) affects women who have just given birth to a fetus. From this event, an emotional discomfort is generated that, out of fear or guilt, establishes between the parturient and the child a relationship of conflict that can culminate in the elimination of the newborn. As a methodology for this study, we searched for publications on the subject, in physical and digital collections, in order to obtain information in the face of an evil that is so present in the daily lives of thousands of women. The objective of our work is to clarify information about this disease that affects women all over the world and, in this way, to bring information about treatments and diagnoses to the debate. This work is justified by the need to build a collection of information capable of helping women in this delicate moment of their existence. As a partial result of the research, we observed that, for some women who have already gone through this depressive phase, the physical and mental health condition tends to evolve into other diseases, with an expected duration of life.

KEYWORDS: Postpartum depression, women, family

INTRODUÇÃO

A depressão pós-parto (DPP) materna ocorre no período de até 12 meses após o parto propriamente dito. Por isso, então, o nome desta patologia se vincula a uma manifestação física e psíquica de “depressão pós-parto”. Neste sentido, ainda, sabe-se que ela age e compartilha dos mesmos sintomas de um quadro depressivo geral, ainda que em seu bojo encontremos a possibilidade de particularização de sensações:

Os sintomas de DPP incluem irritabilidade, choro frequente, sentimentos de desamparo e desesperança, falta de energia e motivação, desinteresse sexual, alterações alimentares e do sono, sensação de ser incapaz de lidar com novas situações e queixas psicossomáticas. Uma mãe com depressã pós-parto pode apresentar, também, sintomas como cefaléia, dores nas costas, erupções vaginais e dor abdominal sem causa orgânica aparente (SCHMIDT; PICCOLOTO; MÜLLER, 2005, p. 61).

Por isso, alguns dos principais sintomas do denominado “Baby Blues”, tais como o humor deprimido, a perda de interesse ou do prazer pelas coisas, a autoestima baixa, são os próprios daqueles que figuram entre os principais marcadores do problema da “Depressão Pós-Parto”.

Assim é que, ao mesmo tempo em que os dois quadros clínicos se conectam, deve-se levar em consideração as suas diferenças quanto ao tratamento, visto que à imagem e semelhança disto, “o baby blues é um quadro de disforia com alterações de humor, com momentos de alegria seguidos de tristeza. Ele é marcado por certa melancolia e pela sensação de incapacidade ou medo de não saber ou não conseguir cuidar do bebê” (NATURA, 2019).

Além disso, esse período é caracterizado por alterações nos hormônios e mudanças no corpo da mulher. Os episódios de depressão pós-parto apresentam sintomas de irritabilidade, tristeza, ansiedade, oscilação de humor e fadiga:

A importância de fatores endócrinos envolvidos na etiologia da DPP associados aos fatores psicossociais foi estudada por McCoy, Beal e Watson (2003)[4], que citam o envolvimento de hormônios como a progesterona, o estradiol, o cortisol, o CRH, a prolactina, o TSH, o T3 e o T4. Pesquisas com animais mostram que experiências precoces adversas resultam em alteração nos níveis de glicocorticóides em adultos, aumentando os níveis basais e os níveis de resposta ao estresse. Se um fenômeno similar operar em humanos, isso sugere um mecanismo biológico no qual uma adversidade primitiva pode ser um risco para elevação dos níveis de glicocorticóides e para depressão maior (SCHMIDT; PICCOLOTO; MÜLLER, 2005, p. 63).

Outra diferença importante que se estabelece entre a sintomatologia da depressão pós-parto e do baby blues, é que, enquanto a primeira pode durar meses, apresentando sintomas intensos que acabam impossibilitando as tarefas diárias atribuídas à mãe nesse período, a segunda tende a ser menos intensa e mais aguda do que crônica, em função de que:

[…] na ocasião do nascimento de um filho, a maioria das mulheres experimentam sentimentos contraditórios e inconciliáveis com a imagem idealizada de maternidade ditada pela cultura. Desta forma, estabelece-se um conflito entre o ideal e o vivido e instaura-se um sofrimento psíquico que pode se configurar como uma base para a depressão após o parto (AZEVEDO & ARRAIS, 2006, p. 01).

São considerados fatores de risco para a piora da DPP, na abordagem diagnóstica do quadro clínico geral, o paciente passar por momentos estressantes, ter hábitos de convívio e de relação pouco saudáveis, ter fraco suporte da família e da sociedade, histórico de depressão ou ansiedade durante a gravidez e histórico familiar de depressão:

O suporte social, de acordo com Antunes & Fontaine, refere-se ao suporte emocional ou prático dado pela família e/ou amigos na forma de afeto, companhia, assistência e informação, ou seja, tudo o que faz o indivíduo sentir-se amado, estimado, cuidado, valorizado e seguro. Assim, é muito importe que haja engajamento da família e dos amigos para propiciar a percepção de suporte social, que se torna um possível fator protetor para DPP. Essa assistência afetiva, combinada com procedimentos terapêuticos, tanto médicos como psicológicos, colaboram para a melhora nesse período em que as pacientes se encontram (KONRADT, 2011, p. 01).

Assim, é muito importante que se fortaleça toda e qualquer forma de apoio familiar e dos amigos, a fim de que a mãe tenha clareza de percepção quanto ao suporte social ao seu redor, sendo esta uma das maneiras coadjuvantes de tratamento preventivo mais eficaz para se evitar a depressão pós-parto.

Uma boa assistência também pode ser combinada com procedimentos e terapias complementares, tanto medicas quanto psicológicas, fazendo com que as pacientes se sintam melhores neste período do pós-parto ou mesmo do fenômeno baby blues.

OBJETIVOS

A proposta deste estudo é a de realizar o rol de informações sobre a depressão pós-parto e dos sintomas correlatos do baby blues. Neste sentido, devemos exercitar e divulgar os estudos de revisão de literatura e estudos sob quaisquer métodos que possam aliviar a carga sobre as mulheres e seus familiares, quando estes vierem a procurar ajuda em ambientes físicos ou virtuais.

RESULTADOS

Os Resultados parciais da investigação apontam para um fato recorrente, o de que mulheres que desenvolvem sintomas de depressão pós-parto ou de baby blues têm maior chance de, também, desenvolverem outros tipos de sofrimento físico ou mental em outras fases da vida.

E, é nesta condição, que vemos que a depressão, enquanto sofrimento psíquico, nem sempre expressa por meio de um estado patológico, visto que se encontra na origem da própria existência humana.

Desse modo, o sofrimento deprimido e a dor emocional são ocorrências subjetivas manifestadas tanto na esfera do afeto quanto na esfera somática. Assim, o sofrimento psíquico que se expressa como um tipo de doença ou de síndrome situada entre a subjetividade e a realidade exterior, pode ser visto tanto como expressão de diferentes formas de experiência de malestar, quanto de sentimentos reunidos nas condições de exclusão e solidão gerais a que o indivíduo possa se sujeitar (COUTINHO; SARAIVA, 2008).

As observações coletadas na revisão sistemática de literatura têm apresentado dados que, em geral, revelam que os sintomas do distúrbio são: a tristeza; a falta de ânimo; o medo excessivo de ficar sozinha; a falta de apetite; a falta de sensibilidade; e, a respiração ofegante.

Na coleta de dados, os tratamentos mais frequentemente recomendados são a terapia psicoemocional, a ministração de antidepressivos ou a reposição hormonal, isolada ou cumulativamente, conforme cada caso.

Pode coadjuvar tais condutas, a presença efetiva de familiares.

Nalguns estudos, pode-se observar que as mulheres que não optam pela ajuda de familiares ou que não aceitam a ajuda de seus esposos levam mais tempo para restabelecer a saúde ou mesmo a cura total dos sintomas.

REFERÊNCIAS

AZEVEDO, Kátia Rosa & ARRAIS, Alessandra da Rocha. O mito da mãe exclusiva e seu impacto na depressão pós-parto. Revista Psicol. Reflex. Crit., 19 (2), 2006. Disponível em: https://www.scielo.br/j/prc/a/GS9STNVGFxTFh3qTFZJYv4Q/?lang=pt#. Acesso em 17/02/2022.

COUTINHO, Maria da Penha de Lima; SARAIVA, Evelyn Rúbia de Albuquerque. As representações sociais da depressão pós-parto elaboradas por mães puérperas. Psicol. cienc. prof., 28 (2), 2008. Disponível em: https://www.scielo.br/j/pcp/a/rQnTkNhpf3cmcWPK9Cq5ZJq/?lang=pt. Acesso em 18/04/2022.

KONRADT, Caroline Elizabeth. Depressão pós-parto e percepção de suporte social durante a gestação. Revista de Psiquiatria do Rio Grande do Sul, 33 (2), 2011. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rprs/a/8jyx9Pc78hFHhL5gXPkwKnv/?lang=pt#:~:text=O%20suporte%20social%2C%20de%20acordo,%2C%20cuidado%2C%20valorizado%20e%20seguro. Acesso em 17/02/2022.

NATURA. CONHEÇA AS DIFERENÇAS ENTRE BABY BLUES E DEPRESSÃO PÓS-PARTO. Publicado em 07 de agosto de 2019, 14h:38min. Disponível em: https://www.natura.com.br/blog/familia/conheca-as-diferencas-entre-baby-blues-e-depressao-pos-parto?gclid=CjwKCAjw9LSSBhBsEiwAKtf0nzEcsng-BGK0AdO4S-gTTM00a-Dw5GqKY2WKUXbhAEx4bGIsgOnWpxoCNREQAvD_BwE&gclsrc=aw.ds. Acesso em 18/04/2022.

SCHMIDT, Eluisa Bordin; PICCOLOTO, Neri Maurício; MÜLLER, Marisa Campio. Depressão pós-parto: fatores de risco e repercussões no desenvolvimento infantil. Psico-USF, v. 10, n. 1, p. 61-68, jan./jun. 2005. Disponível em: https://www.scielo.br/j/pusf/a/6HnH84JM9TGFPRG7hhhwwnD/?format=pdf&lang=pt#:~:text=A%20depress%C3%A3o%20p%C3%B3s%2Dparto%20%C3%A9,oitava%20semana%20ap%C3%B3s%20o%20parto. Acesso em 18/04/2022.

4. A obra a que este estudo se refere é: “McCoy, S. J., Beal, J. M. & Watson, G. H. (2003). Endocrine factors an postpartum depression: A selected review. Journal of Reproductive Medicine, 48(6), 402-408”.

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